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sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Fonte: (Imagem do Google)

Por Ana Carolina Oliveira

Ah, o amor! Como é lindo e belo... No início. No começo tudo “são flores”, tudo é tão perfeito que parece um sonho. Não enxergamos defeitos, só qualidades. Com essas três primeiras frases provavelmente você já deve estar desistindo de ler este artigo, mas continue e pense no que significa amar para você.

 Quero levá-los hoje a refletir como lidamos com o próximo. O amor só é provado depois de algum tempo de relacionamento. É aí que descobrimos se amamos de verdade, diante dos defeitos, das manias e das diferenças. Amar é isso! Suportar o outro e também sustentar quando necessário.

Para cultivar este amor tão verdadeiro, passamos para o próximo passo: “Não fazer aos outros aquilo que não gostaríamos que fizessem conosco.” Sim, isso é muito importante, para não dizer, primordial em um relacionamento. O tempo juntos nos faz pensar que somos literalmente um só, esquecendo que a individualidade ainda existe. Somos pessoas diferentes, com histórias e pensamentos distintos.

Cuidar daquilo que falamos ao próximo também é fundamental para conservar o relacionamento. Devemos pensar antes de falar. Justamente pelo fato de sermos seres humanos diferentes. O que pode ser uma banalidade para nós, talvez cause feridas no outro. Uma coisa tão básica, mas muito essencial.


A singeleza das atitudes, um olhar e um sorriso sincero. Dar as mãos, não somente para caminhar na rua, mas na vida, nas dificuldades. Segurar forte! Para livrar das pedras, desviar dos buracos e levar no colo se preciso. Procurar ser alguém melhor para o outro. Quem não quer um amor assim?

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Fonte: (Armando Paiva/Foto Arena/ Estadão Conteúdo)


Por Eduardo Pego

A discussão em torno da Comissão Parlamentar de Inquérito aberta na Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro parece não ter fim. Elaborada para investigar possíveis fraudes nos contratos entre os consórcios de empresas e a prefeitura da cidade em 2010, a CPI tem tudo para se arrastar por vários e vários meses (quiçá, alguns anos).
A começar pela composição da CPI – quatro dos cinco membros da comissão pertencem à base governista, inclusive o presidente Chiquinho Brazão (PMDB).Além de Brazão, Renato Moura (PTC), Jorginho da SOS (PMDB) e Professor Uóston (PMDB) também comandam os trabalhos.

O vereador Eliomar Coelho (PSOL), único oposicionista presente e que propôs a criação da CPI dos Ônibus, está na câmara, mas não participa das sessões por não considerar legítima a composição da comissão. Segundo ele, o princípio da proporcionalidade não está sendo respeitado pelos parlamentares envolvidos.

No último dia 16 de setembro a Justiça suspendeu os trabalhos da CPI em função desse desrespeito ao princípio da proporcionalidade. O recurso foi apresentado pelos vereadores Jefferson Moura (PSOL), Eliomar Coelho (PSOL), Renato Silva (PSOL), Reimont (PT), Paulo Pinheiro (PSOL) e Teresa Bergher (PSDB) e aceito pelo desembargador Agostinho Vieira.
Do jeito que está montado esse jogo, o prefeito Eduardo Paes não terá problemas para defender seus interesses na Câmara. Barata continuará dando as cartas, e a população (sempre ela), continuará sendo vítima do cartel promovido pelos consórcios vencedores.


Espere um momento... Vítima ou cúmplice? Pois, em 2012 a atual administração municipal foi reeleita com 68% dos votos, ainda no primeiro turno. Pois é, meus amigos, de tanto acompanhar os casos de Brasília, o povo acabou gostando do prato... E aí, população carioca, calabresa ou muçarela?

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Fonte: Imagem do Google
Por Ellen Alves

Nos últimos anos, a população no Rio de Janeiro cresceu consubstancialmente, visto que a partir de então, os governos municipal e estadual, pela primeira vez em décadas deram início, mesmo que ainda de forma discreta, a retomada do poder nas mais diversas áreas. Com isso e com candidaturas a eventos de porte internacional, a exemplo das Olimpíadas e Copa do Mundo, o cenário da Cidade Maravilhosa era promissor na segunda metade do início dos anos 2000.
A Zona Oeste, maior área do município e responsável por uma população que gira em torno de três milhões de habitantes, teve seu aumento populacional não somente ligado a programas do governo “Minha Casa, Minha Vida”, mas também, ao crescimento do pólo industrial e comercial que atingiu a região nos últimos anos.
O crescimento populacional, industrial e comercial, aconteceu de maneira repentina, abrupta. O que fez com que serviços básicos como saúde, educação e transportes ficassem defasados resultando em um imenso transtorno para a população. 
Em relação aos transportes, um aspecto é muito sintomático, uma vez que boa parte das pessoas que vivem na região trabalham e ou estudam em outras áreas da cidade, ou até mesmo na própria Zona Oeste. No entanto, em distâncias onde o serviço de transporte é praticamente inoperante, ou não dá conta do fluxo de pessoas, a exemplo dos trens, principalmente nos horários de pico.

É de conhecimento notório que os transportes sob trilhos carregam um número de pessoas muito maior que o sob rodas e evitam os temidos congestionamentos. Porém, ao que parece, é preferível e mais barato investir em ônibus e a população arcar com as conseqüências de conduções lotadas e trânsitos que mais parecem labirintos, a exemplo da região de Jacarepaguá, que investir em uma solução.
Serviços como vans, principalmente na região entre os bairros de Campo Grande e Sepetiba, fazem, por vezes, ao invés do transporte alternativo, o transporte essencial. Uma vez que a frota de ônibus é baixa e dependendo do horário praticamente inexistente. Entretanto, há de se reconhecer que criação do corredor exclusivo, BRT (Bus Rapid Transit) que liga a região de Santa Cruz a Barra da Tijuca e se estenderá a Campo Grande, facilita de forma ágil e confortável, fora do horário de pico, o trajeto de muitos que diariamente utilizam o serviço.
A questão dos transportes na região da Zona Oeste se resume a uma única palavra: investimento. É necessário que haja o investimento consciente principalmente voltado para os meios que reduzem a quantidade de automóveis nas ruas, como o transporte ferroviário, por exemplo. Corredores exclusivos são, de fato, medidas que auxiliam, mas não resolvem. Entretanto, com devido direcionamento é possível encontrar soluções para esse dentre tantos outros problemas crônicos na região.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Fonte: Imagem do Google
Por Ana Carolina Oliveira

O gigante acordou e parece estar com insônia. Desde o mês de junho desse ano, a onda de protestos invadiu várias cidades do Brasil. O aumento da passagem de ônibus para R$ 2,95 desencadeou as manifestações no Rio de Janeiro. Aos poucos, os manifestantes mostraram que “não era só pelos 0,20” e passaram a exigir mais dos seus direitos.

Em meio às caras pintadas e rostos cobertos, coquetel molotov e spray de pimenta a gente foi seguindo. Os protestos pareciam ter saído do controle. Lojas foram saqueadas e destruídas. A Cidade que já não era tão maravilhosa assim foi se tornando um cenário de guerra. Empresas liberavam seus funcionários mais cedo, o medo assombrava a população.

A falta de educação da população, os chamados “vândalos” e o abuso de poder da polícia tornaram ainda mais interessante e empolgante a “Revolta do Vinagre”. A população acabou sendo ouvida pelo governo e uma vitória foi alcançada. A passagem volta ao seu preço de início (que já era um roubo!) e podemos juntar nossos 0,20 (que sim, nos faz falta!).

 As manifestações desencadearam a CPI dos ônibus que foi criada para investigar supostas anormalidades no processo de licitação das linhas de ônibus do Rio. Como tudo nesse país é difícil, lento e complicado, a CPI foi iniciada, suspensa, recomeçada... E desse jeito caminhamos lentamente. O governo fingindo que trabalha e a sociedade disfarçando acreditar.

Nós brasileiros, que nos tornamos patriotas tão rápido, temos o dever de lembrarmos desse momento tão histórico quando estivermos na urna eleitoral, prestes a escolher àqueles que falarão por nós. Não deixemos que as manifestações acabem em “pizza”. Vimos que “o povo unido jamais será vencido” e, aposto que essa frase nunca fez tanto sentido pra você quanto agora. O país é nosso! Preciso acreditar que aquela multidão não foi às ruas somente para cantar: “Somos o futuro da nação, geração Coca-Cola...”, e esquecer tudo depois. Sabemos que até ratos habitam nessa geração... Mas isso é conversa para outro artigo.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Foto: Reprodução
Por Caroline Chaves

Estagnada, esta é a situação da CPI dos ônibus... No dia 15 de setembro, o desembargador da 13ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça, Agostinho Vieira, determinou a suspensão da CPI. O motivo? Um grupo de vereadores, dentre eles Eliomar Coelho do PSOL, autor da CPI dos ônibus, contesta a formação da Comissão. A maior parte dos membros da comissão é formada por aliados ao então prefeito Eduardo Paes... 
Instaurada em 22 de agosto a CPI do ônibus teve seu início na revolta dos vinte centavos, quando o povo cansado da impunidade do sistema político brasileiro foi às ruas clamando por um transporte público de qualidade, educação, saúde... O objetivo da CPI é avaliar os contratos das empresas de ônibus com a Prefeitura. As sessões de votação da CPI foram marcadas por protestos e manifestações, dentre eles, o enterro simbólico de governador Sérgio Cabral e alguns vereadores da comissão e ainda uma chuva de moedas.
Foi necessária uma CPI para revelar o que o povo já está cansado de saber: a péssima condição do transporte público do Rio de Janeiro. Ônibus caindo aos pedaços, sem condições mínimas de higiene, enormes filas de espera, terminais em péssimo estado de conservação, motoristas em função dupla, falta de acessibilidade aos portadores de deficiência física e inúmeras outras precariedades... Acredito ser necessário que o senhor governador, o excelentíssimo prefeito e os caros vereadores passem a utilizar do transporte público para se locomoverem... Indico que todos tenham que fazer o itinerário Madureira – Bananal da linha 910 acompanhados das baratas que são passageiras cativas do veículo ou que tenham que aguardar mais de uma hora debaixo de sol ou de chuva, dependendo da previsão, o 393 Largo da Carioca/ Bangu nos ótimos pontos da Avenida Brasil.